Já
pensou se você tivesse que planejar toda sua vida sabendo que iria morrer cedo
demais? O que você faria sabendo que lhe restam menos de 3 meses de vida?
Pois
é, essa é a história do filme “Minha Vida Sem Mim” que foi lançado em 2003. É um incrível longa produzido por Pedro
Almodóvar que conta sobre como a vida de Ann (Sarah Polley) se transforma com
apenas 23 anos quando é diagnosticada com um câncer no ovário e que não tem
como ser tratado.
O
médico lhe informa que a doença já havia alcançado seu estômago e que em
qualquer momento seu fígado também seria atingido. Assim dá a Ann uma
expectativa de 2 dois meses de vida, talvez, com muita sorte, 3. Então, após
receber essa notícia é que todo o desenrolar da história acontece.
Eu não tenho sonhos... e sem sonhos não dá para viver...
Sem
contar a ninguém tal fatalidade, Ann começa a planejar toda a vida de sua
família (de seu marido Don (Scott Speedman) e de suas duas filhas pequenas).
Para isso, ela faz uma pequena lista com o título “Coisas a Fazer Antes de Morrer”,
na qual incluía gravar mensagens de aniversário para suas filhas, mudar o
cabelo, colocar unhas postiças, procurar uma nova esposa para seu marido, conhecer
outros homens, etc.
É difícil, sabe... amar alguém e não conseguir fazer essa pessoa feliz. É como se você amasse essa pessoa, mas não conseguisse amá-la como ela deseja. Você entende?
O
filme não tem aquele drama típico desses tipos de filme (filmes de drama,
sabe?), pelo contrário, o filme traz a história de alguém que está morrendo e
que sem medo da morte se predispõe a deixar tudo no devido lugar antes de ser
tarde demais ao invés de se isolar e esperar que o momento ruim chegue logo.
Claro
que tem momentos triste, em especial, ver Ann gravando fitas com mensagens de
aniversário para suas filhas ouvirem a cada aniversário até que ambas
completassem 18 anos, mas isso não significa que o filme todo tem isso.
Você nunca se viu como, não sei como descreveria... como uma dessas pessoas que gostam de olhar a lua ou que passam horas contemplando as ondas ou o pôr-do-sol. Deve saber de que tipos de pessoas estou falando.
Vemos
a personagem se descobrir, viver de verdade, coisa que não parecia que estava
acontecendo, não pelo seu envolvimento com um novo homem (ator Mark Ruffalo),
mas porque estava estagnada com as escolhas que havia feito na vida (casar cedo
demais e se tornar mãe ainda adolescente).
O
filme é ótimo, é um filme para refletir e compreender que devemos realizar
nossos sonhos independentemente de ter certeza do fim, não esperar que
situações que não podem ser mudadas sejam as situações que te farão se mexer,
começar a pensar no que fazer.
Então
está super indicado. Assiste e venha comentar o que achou do filme... Ahhh e
caso você já tenha assistido, comente aí embaixo se gostou, certo?
Um
beijo e até a próxima.








































